Metodologia

Como calculamos

Regras simples e públicas, para que qualquer técnico possa conferir cada número.

1. De onde vêm os dados

Quatro fontes públicas, coletadas automaticamente. Nada é digitado à mão.

  • Setores de risco: setorização de risco geológico do Serviço Geológico do Brasil (SGB). Traz só setores de grau alto e muito alto, com tipo de processo, pessoas e domicílios estimados na data do mapeamento.
  • Chuva: pluviômetros do CEMADEN (acumulados de 1 h a 96 h) e estações telemétricas da ANA.
  • Avisos: avisos meteorológicos do INMET, com o polígono e a lista de municípios atingidos.
  • Municípios: códigos, limites e população do IBGE (Censo 2022).

A página de saúde das fontes mostra quando cada uma foi coletada pela última vez.

2. Chuva sobre cada setor

A chuva de um setor é a média das estações próximas, com mais peso para a mais perto.

  • 10 kmraio em volta do setor onde buscamos estações
  • 3 hidade máxima da leitura para a estação entrar na conta
  • Mais perto pesa maismédia ponderada pela distância de cada estação

Setor sem estação no raio aparece como “sem estação”, nunca como zero.

Uma estação com valor muito acima das vizinhas (por exemplo, 300 mm em 24 h com as estações a 20 km quase secas) fica em verificação e sai do cálculo até voltar ao normal.

3. Nível de cada setor

O nível é o maior entre o aviso oficial que cobre o setor e o nível pela chuva medida.

O nível pela chuva segue esta tabela:

Nível pela chuva1 h24 h72 h
Atenção20 mm40 mm80 mm
Alerta40 mm80 mm120 mm
Alerta máximo60 mm120 mm180 mm

Basta um dos três acumulados passar do valor para o setor subir de nível.

Normal
Sem aviso oficial e sem chuva forte medida perto das áreas de risco.
Atenção
Chuva acumulada ou aviso pedem acompanhamento das áreas de risco.
Alerta
Chuva forte ou aviso de perigo: áreas de risco podem ter deslizamento ou alagamento.
Alerta máximo
Chuva extrema ou aviso de grande perigo: situação crítica nas áreas de risco.

Esses limiares são uma referência nacional. Cada encosta reage diferente: no painel da Defesa Civil, cada município ajusta os limiares dos próprios setores.

4. O que entra em “Acontecendo agora”

Só mudanças que importam, sem repetir o mesmo município a toda hora.

A cada coleta, comparamos a situação nova com a anterior e registramos:

  • Município que sobe para alerta ou alerta máximo, ou para atenção com 1.000 pessoas ou mais nos setores de risco.
  • Aviso novo do INMET de perigo ou grande perigo.
  • Chuva forte numa estação confiável: 40 mm em 1 h ou 80 mm em 24 h.
  • Município que estava em alerta e voltou ao normal.

Cada município aparece no máximo uma vez por nível a cada 6 h (chuva forte, uma vez a cada 12 h). Quando mais de três municípios do mesmo estado sobem juntos para o mesmo nível, viram um item só. O feed guarda 7 dias.

5. O que o Saracura não é

  • Não é alerta oficial. Os alertas à população são da Defesa Civil (199) e chegam pelo Defesa Civil Alerta.
  • Não prevê deslizamento. Mostra onde há gente em área de risco e quanta chuva caiu ali.
  • Não cobre cidades sem setorização do SGB. Muitas capitais fazem o próprio mapeamento, que ainda não está aqui.